O que é?

O 3º Ano Vocacional do Brasil quer nos convidar à oração, reflexão e ação pelas vocações. Por todas as vocações. Dom João Francisco Salm, Bispo de Nova Hamburgo (RS) e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada (CNBB), recordou, em sua homilia de abertura do Ano Vocacional, como a experiência da vivência da vocação tem seu início e sustento por um encontro vivo com a pessoa de Jesus: “Deus nos chama a sermos Seus amigos e não servos, por isso nosso discernimento, nossas escolhas, nossas decisões livres diante da proposta que Ele nos faz contribuem de maneira real para o desdobramento do Seu plano de amor em nossa história”. Portanto, à luz do tema: “Vocação: Graça e Missão”, somos convidados a percorrer este ano que se inicia, tanto civil como litúrgico, animados pela chamado e fortalecidos no caminho que abraçamos – e desejamos abraçar – no seguimento de Cristo.

Fonte: CNBB

Por que um ano vocacional?

Segundo o Catecismo da Igreja: “O homem foi criado para conhecer, servir, e amar a Deus, para oferecer-lhe, neste mundo, toda a criação em ação de graças e ser elevado à vida com Deus no céu.” (358-359), ou seja, peregrinos na estrada do mundo, animados pelo Espírito Santo, somos chamados a iluminar este mundo em nossos diversos chamados. Muito mais ainda hoje, em uma realidade líquida, marcada pelas mudanças e pela multiplicidade de visões, transformações e/ou desassossegos sociais e políticos que nos interpelam e desafiam nesta missão de estar no mundo como “sal e luz” (Mt 5, 13).

A Igreja quer, portanto, neste ano, nos recordar como a vivência da vocação no dia-a-dia nos ajuda, nos põe em movimento, nos dá força para seguirmos esse chamado de Jesus. Deus-Pai nos amou primeiro, também nos convidou e, se nos convidou, também nos capacitou (Rm 8, 30) para sermos sinais e sementes de transformação. Como nos recorda a belíssima frase de Madre Teresa: Gotas em um oceano, mas sem as quais, o oceano seria menor. Por isso, como Igreja, recordarmos a importância da vocação de cada um, e sua vivência no cotidiano, é de grande importância pessoal, pastoral e comunitária.

O que fazer em um ano vocacional?

            Há muitos caminhos para aproveitar bem esse ano vocacional que se inicia. Um deles, é perceber-se vocacionado. Para alguma coisa você é vocacionado. Seja na família, seja na vida consagrada, matrimonial, laical, missionária, enfim, muitos são os membros, um só é o corpo (1 Cor 12,12). Como estou vivendo esta minha vocação no dia-a-dia, como está minha fidelidade a ela? Como posso fazer mais?

            Um segundo passo é dar testemunho. Se sou chamado, amado por Deus, plenificado pela graça, devo fazê-lo também de modo visível e testemunhal! A alegria da missão nos põe em marcha. E é esta alegria precisa ser redescoberta, reavivada, para que a luz de Deus que um dia brilhou jamais se esconda. Um santo triste é um triste santo, por isso, seja dentro da comunidade, seja na convivência familiar, em qualquer espaço que frequentemos, a alegria de vivenciar a vocação, ainda que com seus desafios e quedas, deve suplantar o fechamento e o desânimo que às vezes pode nos esmorecer o coração.            

Um terceiro movimento é sair em missão. O Papa Francisco vem recordando como somos enviados a proclamar o Evangelho da Paz (Ef 2,17), alegrando-nos e exultando pela Graça que nos vem todos os dias, juntamente com toda a Criação. Por isso, convidar mais pessoas, rezar por aqueles que precisam da nossa oração, visitar, formar comunidade e comunhão é um bom passo para sermos, a partir de nossas realidades vocacionais, mais missionários e fazermos também com que outros despertem para este novo tempo que chegou. Alegria da Vocação! Graça e Missão!

Fonte: CNBB

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